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A Academia de Liderança para Mulheres do Agronegócio (ALMA) iniciou uma nova turma. A aula inaugural, realizada nesta segunda-feira, dia 18 de julho, reforçou o protagonismo feminino no setor, por meio de depoimentos de mulheres que são destaque em suas atividades. A iniciativa da Corteva Agriscience, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e a FIA, vem contribuindo para a transformação do agro e para estimular o desenvolvimento de futuras líderes do setor.

Para o presidente da ABAG, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, a ALMA cumpre seus objetivos, ao entregar comprometimento para a estruturação do programa e apoiar de fato o protagonismo feminino no agro, formando novas lideranças. A cada nova turma, inovações são implementadas, fomentando redes de relacionamento, que fortalecem nosso setor. “A ALMA traz propósito, magia e, sobretudo, conecta pessoas”, pontuou.

Em seu pronunciamento, Carvalho lembrou que a ABAG, em 2016, encomendou a pesquisa “O perfil das Mulheres no Agronegócio Brasileiro”, realizada pela Fran6 Pesquisa e Biomarketing Consultoria & Agência, que ouviu 301 mulheres e indicou que 60% das representantes do sexo feminino que atuam no campo têm curso superior, 25% possuem pós-graduação e, nada menos que 88% são independentes financeiramente. “O resultado foi extraordinário e não tínhamos a dimensão dos resultados que viriam”, relembrou.

Segundo ele, a ABAG sempre se esforça para promover o protagonismo do agro brasileiro, estimulando a ativa participação das mulheres nos cargos de lideranças.

O diretor de Relações Institucionais da Corteva Agriscience, Augusto Moraes, enfatizou o trabalho realizado pela equipe da Corteva, liderado pela gerente de Relações Governamentais, Rosemeire dos Santos, para o desenvolvimento da ALMA. Ele afirmou que o objetivo da academia é levar as mulheres a assumirem o protagonismo em suas áreas dentro do agronegócio, e que a iniciativa está conectada à realidade do setor no país, uma vez que sua transformação passa por uma inclusão maior das mulheres nas atividades.

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Marcos Montes, falou sobre a importância dessa iniciativa, que estimula cada vez mais as mulheres ocuparem seu espaço no agro nacional, e ressaltou a relevância do trabalho realizado por elas para o desenvolvimento do setor. A seu ver, é preciso reconhecer e dar visibilidade ao trabalho valoroso realizado por cada uma delas e lutar para que tenham mais mulheres em todas as cadeias produtivas.

A aula inaugural foi ministrada pela jornalista Renata Maron, que trouxe um panorama do agro brasileiro e depoimentos de lideranças femininas do agro no Brasil e no exterior, que foram colhidos especialmente para as alunas da ALMA, como a presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Teka Vendramini; a diretora executiva da Organização Internacional do Café (OIC), Vanusia Nogueira; e a adida agrícola do Peru, Angela Peres.

Outro depoimento trazido por Renata foi do ex-ministro Alysson Paolinelli, que recordou que em sua época de faculdade, havia poucas mulheres nos cursos de agronomia e veterinário, e que hoje, elas são a maioria. Para ele, elas são mais pacientes, zelosas, exigentes e sabem gerenciar as atividades e os patrimônios. “Hoje a agricultura brasileira se renovou com a presença feminina, gerando ainda mais recurso se crescimento”.

A abertura da aula magna da Academia de Liderança para Mulheres do Agronegócio, contou também com os pronunciamentos do coordenador do PENSA, Centro de Conhecimento em Agronegócios, da FIA, o professor Claudio Pinheiro Machado Filho; da coordenadora do curso, a professora Camila Moura; e da diretora executiva da ABAG, Gislaine Balbinot.