Biocompetitividade
Com o agronegócio que mais adota práticas sustentáveis no mundo, segundo avaliação da consultoria McKinsey, diversidade de biomas e uma sólida produção científica, que assegurou ao país saltos qualitativos e quantitativos na produção agropecuária, o Brasil possui vantagem inigualável para consolidar a sua biocompetitividade, entregando alimentos, energias renováveis, fibras e outras matérias-primas de alto valor agregado e que integram inovação tecnológica, produtividade e eficiência ambiental.
Em um cenário global no qual a bioeconomia já movimenta 2 trilhões de euros e é responsável por 22 milhões de empregos, segundo Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), refletir sobre biocompetitividade significa definir o futuro do agronegócio.
Geopolítica e Sustentabilidade
A geopolítica baseada na sustentabilidade é cada vez mais influenciada pela bioeconomia.
Com seus seis biomas, a maior biodiversidade do mundo e uma matriz energética constituída majoritariamente por fontes renováveis, o Brasil caminha para consolidar sua posição de protagonista em uma economia global de baixo carbono, em um movimento que demanda cooperação entre países.
Mas como construir esse entendimento em um mundo que segue tensionado por conflitos armados e aumento na produção e consumo de combustíveis fósseis? A proximidade da COP30, que em 2025 acontecerá no Brasil, ressalta a necessidade de um alinhamento para que o agronegócio reafirme ao mundo seu papel estratégico no multilateralismo climático.
Clube Fragmentado:
O Brasil será associado?
A continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia, que caminha para o terceiro ano, é a face mais visível de um mundo marcado por uma escalada de tensões envolvendo as duas maiores economias do mundo – Estados Unidos e China – e o aumento de restrições comerciais, que afetam fluxos de financiamento e a produção de alimentos e de energia.
Esse processo de fragmentação coloca o Brasil em uma encruzilhada: manter sua postura tradicional, baseada no diálogo simultâneo com diferentes nações e grupos de países, ou colocar-se formalmente como parte de “clubes” de países estruturados pela lógica de aproximação ou internalização de cadeias produtivas, uma estratégia que vem ganhando espaço nas agendas da Europa e dos Estados Unidos.