A apresentação oficial da ABAG ocorreu em 10 de março de 1993, no Congresso Nacional, em Brasília, conduzida pelo seu presidente-fundador, Ney Bittencourt de Araújo, um visionário e apaixonado pelo agronegócio brasileiro. À época, a entidade ainda se chamava Associação Brasileira de Agribusiness, denominação alterada em 2010.

Na ocasião, Ney destacou quatro grandes desafios do país nos quais o agronegócio poderia contribuir de forma decisiva:

  • organizar o processo de desenvolvimento sustentado;
  • promover a integração à economia internacional;
  • enfrentar as desigualdades de renda e os bolsões de miséria;
  • assegurar o respeito ao meio ambiente.

Em um período conturbado para a economia brasileira, o fundador da ABAG traçou, com notável clareza, as primeiras perspectivas para a entidade, que, desde então, trabalha em temas transversais fundamentais para o agronegócio, atuando na integração entre a iniciativa privada e o poder público e no aprimoramento de legislações e regulamentações que impactam o setor.

A ABAG também promove encontros nacionais e internacionais com instituições globais e agentes do mercado, desenvolve ações junto à academia, apoia iniciativas que evidenciam a relevância do segmento no país e no mundo, estabelece parcerias estratégicas e coordena pesquisas com a sociedade.

Ao longo de mais de 30 anos, a Associação atravessou diferentes contextos econômicos, políticos e sociais que moldaram o ambiente do agronegócio no Brasil. Mesmo em períodos desafiadores, como o processo de descapitalização das cadeias produtivas nos seus primeiros anos, o agro brasileiro e a ABAG ampliaram seu espaço, influência e representatividade.

O diferencial da entidade está na capacidade de reunir todos os elos da ampla cadeia produtiva: fornecedores de insumos, produtores rurais, indústrias de alimentos, bioenergia e fibras, tradings, distribuidores, prestadores de serviços, além de instituições financeiras, acadêmicas e de comunicação.

Com olhar permanente para o futuro, a ABAG integra as experiências do passado e as demandas do presente. Defende que, diante da potencialidade dos recursos naturais do país, o agronegócio pode, com qualificação e visão estratégica, cumprir sua vocação histórica e sustentar o desenvolvimento nacional.

Outro eixo central de sua contribuição é reforçar, junto ao governo, à iniciativa privada, às entidades de classe e às universidades, a importância da gestão eficiente de todo o sistema agroindustrial e da implantação de medidas que o tornem cada vez mais forte, moderno e sustentável.