Geopolítica e educação: um mapa e uma bússola em tempos incertos

17/05/26

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Em tempos de incerteza global, nunca foi tão necessário reunir líderes, não só para interpretar o mundo, mas para firmar uma nova forma de convivência. Um pacto ancorado no propósito de garantir às novas gerações confiança e credibilidade, em um futuro crível, capaz de sustentar desenvolvimento, progresso, inserção e paz.

Vivenciamos desde 1945 todo um esforço da humanidade em construir uma nova ordem orientada na paz e na liberdade. Em 1989, com a queda do muro de Berlim, outras conquistas foram alcançadas. Ainda em 1992, no Rio de Janeiro, iniciaram-se os esforços de incluir no progresso econômico e social a agenda ambiental global. Desenvolvemos o conceito da sustentabilidade baseada nos pilares econômicos, sociais e ambientais, hoje reunidos na sigla ESG.

As sociedades democráticas impulsionados por essas novas vertentes sofisticaram suas instituições em esfera global, levando a pauta a cada uma das comunidades do nosso mundo, turbinadas por comunicações cada vez mais digitalizadas. Aprendemos a nos aproximar, tolerar, divergir e construir novas harmonias, na diversidade.

Mas, recentemente, eis que o inimaginável nos atinge duas vezes, em pouco tempo. Primeiro com a pandemia da covid-19, desfazendo ou congelando interconexões globais. E, quando a humanidade parece em franca recuperação, vem um novo contexto geopolítico de conflitos entre nações, colocando de lado a institucionalidade construída, a força prevalecendo sobre a lógica de tratados e de uma convivência mais pautada em paz e desenvolvimento.

A guerra deixou assim de ser um evento distante para se tornar um fenômeno que atravessa o cotidiano. Não se trata mais de choques pontuais, mas de um ambiente em que riscos sistêmicos reorganizam cadeias produtivas e chegam diretamente ao cidadão, seja no preço dos alimentos, da energia ou do transporte.

No entanto, há um descompasso evidente entre essa potencialidade e a capacidade de compreendê-la e sustentá-la. Seguimos presos a debates simplificados, muitas vezes orientados pelo curto prazo, enquanto temas estruturais permanecem distantes da compreensão da população, como dependência de insumos, segurança energética, inserção internacional e autonomia produtiva…

Clique AQUI e confira na íntegra esse artigo, publicado no Poder 360, que traz uma reflexão estratégica sobre os impactos da geopolítica na educação, na formação de talentos e na competitividade do Brasil diante das transformações globais.

Leticia Jacintho

Presidente da Associação de Olho no Material Escolar

Ingo Plöger

Presidente da ABAG